A MENINA E O BANCO

Em uma noite qualquer.
Vestida, em um vestido qualquer.
Sentada, em um banco qualquer
Larissa estava.
Pensava porquê a vida
Tanto a maltratara.
Seu batom, em tom violeta
Já estava borrado
Da última boca que beijou.
Mal sabia Larissa, que poderia ser
Seu último conto de amor.
Larissa sentia-se só.
Aquele banco
Era a única coisa que a confortava.
Podia ser um banco qualquer.
Mas, para Larissa
Era o banco feito da melhor pedra.
Tinha o melhor assento.
Tão aconchegante quanto o colo de sua mãe.
Tão quente, quanto o abraço de seu pai.
Sempre que Larissa se sentia sozinha
Ia ao banco pensar.
Pensava besteiras da vida
Pensava"Por quê pensar?"
Pensava estar perdida
E ninguém mais encontrar.
Ás vezes Larissa chorava.
Sentava no banco de dia
A noite olhava as estrelas. 
Ao redor do banco
Da praça abandonada
Cantava silenciosamente 
O riso dos amantes.
O banco frio e quebrado
Era apenas o que restara a Larissa.
Aquele era um bom banco
Aquela era uma boa praça.
Aquelas eram lembranças de Larissa
Que por toda madrugada
Passava em sua memória
Sempre que recordava
De um banco qualquer
Em uma praça qualquer
Vestida com um vestido qualquer.


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DIÁLOGO

- OI, não posso compartilhar minhas angústias.

- Você não compartilha o que angustia?
E isso é complexo, "pre'u" entender
Fico por aqui pensando, se um dia vou te ver.
E se um dia tu se abrir
Vou estar aqui pra te receber.

-Gostei da rima!

- É pra ver se tua angústia passa!
Já que não posso te ver
Quem sabe lendo um verso
Teu coração acalma?

-É feio não compartilhar os medos, as angústias e aflições.

- Desculpe! Não quero ser melosa pra você.
Nem tampouco mal amada
Tua presença, agrada meu ser
És a pessoa que eu tanto esperava.

-Desculpe por não compartilhar.

-Ora, pois compartilhe seus medos, pequeno!
Que na vida, temos medo. 
Todo dia um desespero
E cada dia um medo a menos,
É melhor, acalma o peito.

-Risos,risos e risos.

-Um sorriso arranquei
Desse peito em angústia
Eu esperava mais
De um homem dessa altura!

-Sabia que você é foda?

-Não sou foda, não senhor.
Mas sei 'fuder' gostoso
Espere só pra ver
Que te levo nas alturas
Te dando um baita gozo!

- Sua poesia é meu ponto fraco.

- Seu ponto fraco são meus versos
Sinto muito lhe dizer
Mas quanto mais verso faço
Mais me alembro de você.
Sempre sorrindo contente
Do dia que vai nascer.





DECLARAÇÃO

Faço aqui uma declaração
Como prova de amor 
De um frágil coração.

Sei que bem fundo 
Bateu a decepção.
Saiu rasgando por dentro
Fez uma ferida
Sangrou como rio
É um vulcão, em erupçao.

Não sarou com mertiolate.
Não adiantou injeção
Nem o xarope milagroso
Que sara qualquer doença 
Deu jeito na decepção.

A danada pegou com força!
Maltratando o único amor.
Que não sabia, qual lugar certo
Doía mais, aquela dor.

Ás vezes, queimava ardendo
E ao mesmo tempo
Fazia miúdos
Das artérias do coração.

Pensa que adiantava pedido de perdão?
Coração é coisa séria!
Não Mexe com ele, nao!
Nem cardiologista sabe direito
Os mistérios do vermelhão!
FUI MÁ PRA VOCÊ?

Fui má pra você.
Não sorri dos teus risos
Não ouvi teus conselhos
Me perdi como um rio 
Fora de curso
Fora de foco
Sem um puto.

A voz como um suave mar
Era a tua a me chamar
Mas 
Fui má pra você.

Algo que desrespeitei
Tu santificou sobre mim
Mas não desesperei
Pois a órbita
Da tua alma 
Girava, girava...
Sob meu corpo
Pausava.

Ainda assim
Fui má pra você.
Tu escorregou sob minhas mãos
Tentei pegar
Dentro da escuridão

E algo nos restar
Certamente é o amor
Que sempre esteve a reinar
Dentro de nossos corações.





	
DIFUSÃO

Poesia é assim...
Leitura, de um mundo sem fim.
Flutua
      Abusa
           Difusa
Poesia é assim...
Galgar nos versos de ternura
Mesmo sabendo, 
Que a vida acusa
A-tua 
Incógnita de mim.

MINHA ESTRELA

Me guarda em teu coração
Pra sempre.
Não deixe-me sair
Quero-te a todo momento
Quando chegar e partir.

Quero ser tua.
Me jogar em teus braços
E permanecer ali
Até o fim dos tempos
Até o tempo ter fim.
Até chegar o momento 
De não ter mais pra onde ir.

Me leva com o mar e com o vento...
Leva-me em teu colo
Com um sorriso ardendo.
Não deixa ninguém nos tocar
Nem em nossos sentimentos.
Me faz tua MULHER
Tua PUTA
E o teu SILÊNCIO.

Eu te ajudo a seguir caminho adentro.
Nas entranhas dos nossos corpos
Te levo a todo momento
Não irei desperdiçar nosso tempo
Vamos no embalo do amor
Que seguirei contigo onde for.

Não me leve a mal
Só me leve flor.
Faço um soneto contigo
Chamo Baudelaire 
Pra ser nosso amigo.

E se assim for preciso
Dou-te meu sorriso
E faço do teu corpo um abrigo
Das ruínas do mundo em perigo.

Apenas quero, minha doce estrela
Que fiques comigo.



CL'AMOR 

Meu Deus!
Por que tanto pesar?
Por que a vida
Está prestes a acabar?
Meu Deus!
Onde é que foi parar?
A dignidade dos olhos
A tenacidade dos dedos
O medo de tentar?
De que valem as vitórias 
Se não pode compartilhar?
De que vale meu amor
Se quem amo
Só estou a magoar?
Com as lágrimas descendo
E o rosto a clamar
Continuo, eu cá sofrendo.
Mas tendo a certeza
Que o Senhor
Está a vigiar.
CORAÇÃO SUICIDA

Oi, coração suicida
Já não se encontra fora de partida?
Já não sabe mais
Se vai ou se fica?

Então coração suicida
Já perdeste o rumo da vida?
Sabes, que a hora da partida
Dói. Não pra quem vai
Mas, pra quem fica.

Pois e, coração suicida
Se matas o amor
Pra quê tal despedida?

Não sabes quanta dor
O teu peito ja pulsou.
E o amor, é passagem
Só de ida.

Portanto, eu te amo, coração suicida!
Amo, o suicidio
Das tuas artérias despidas

Se um dia, coração suicida
Decidir parar de bater
Olhe bem pra meus olhos
E veja voce.
ARMS

Entre os comboios e as calhas
Desperdicei teu amor.
Na arrogância me perdi
Uma semente nos restou.

Estava sonhando acordada
Voando sem saber voar.
Estava pedindo a Deus
Para essa angústia passar.

Foi nos teus braços sorrindo
Que então, decidi morar.
Fazer morada em teu peito
E lá, poder descansar.
MARCAS

Ah, Meu amor!
Quanta coisa mudou.
Quanto tempo passou.
E a gente viveu.

Ah, meu amor!
Se um dia pensamos
Em ganhar ou perder
Estou certa que teu amor
Em mim ficou e marcou
E não há como esquecer

Sei que a mentira contada
Entrou como ponta de faca
Pingou, e teu sangue escorreu.

Ah, meu amor!
Quanta coisa mudou
Quanto tempo passou
E a gente viveu.

O mundo inteiro vibrou
A felicidade do nosso amor
Mesmo com pingos de sangue
O que ficou, ficou.

E agora só tem um jeito
E não vamos entrar em desespero
Mas sorrir.
Por que tal amor, foi verdadeiro.